R$ 130 bilhões no caixa do Tesouro

Ajustar Comente Impressão

O banco, responsável no país por financiar principalmente projetos de longo prazo, emprestou R$ 17,4 bilhões a menos no ano passado em relação aos R$ 88,2 bilhões registrados um ano antes.

Segundo o diretor, a entrada em vigor da TLP, em substituição à TJLP, obrigou o banco a fazer uma série de mudanças em suas políticas operacionais.

Além disso, o BNDES decidiu encerrar o limite de 25% de distribuição de lucro de empresas como dividendos a acionistas como critério para concessão de financiamentos, afirmou Costa. Agora para empresas menores será diferente.

O diretor apresenta novas políticas de financiamento, com foco principal para as micro, pequenas e médias empresas.

O volume de financiamentos concedidos pelo BNDES vem caindo desde 2013, segundo dados do banco.

Em duas semanas, o BNDES pretende também divulgar medidas de estímulo ao mercado de capitais, disse Costa, e, no mês que vem, o novo planejamento estratégico do banco.

Por conta da prioridade para as PMEs, o banco aumentou o orçamento neste ano do financiamento para capital de giro, o BNDES Giro, para R$ 32 bilhões, contra R$ 7 bilhões no ano passado.

Segundo o Banco Central, se não houver essa devolução, a dívida do setor público pode chegar perto de 80% do Produto Interno Bruto (PIB).

"A operação é importante componente do programa de ajuste fiscal do Governo Federal e resulta em melhora substancial e imediata no nível de endividamento", informou o Ministério da Fazenda em nota. Ele acrescentou que atualmente o BNDES teria "com certeza" pelo menos 30 bilhões para devolver ao Tesouro.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não deve ter recursos suficientes para atender todos os pedidos feitos pelo governo federal em 2018.

Com a flexibilização de regras na nova política operacional do BNDES, junto com o maior crescimento da economia esperado para 2018, o banco estima emprestar este ano cerca de 100 bilhões de reais ante 70,9 bilhões em 2017.

Comentários