Reajuste do Mínimo fica abaixo do IPCA

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Já a inflação oficial medida pelo IPCA fechou 2017 em 2,95%.

O INPC tem a mesma metodologia do IPCA, é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere a famílias com rendimento monetário de 1 a 5 salários mínimos e abrange dez regiões metropolitanas do país, além de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

Esse reajuste menor tirou do salário mínimo vigente, segundo o Ministério da Fazenda, R$ 1,78 que serão compensados no cálculo do aumento em 2019, conforme determina a lei do mínimo.

Apesar da queda de um ano para outro, o IPC-3i fechou 2017 com a taxa acima do Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR), que mede a inflação para todas as faixas de idade e que ficou em 3,23% no período. O salário mínimo já havia passado de R$ 937 para R$ 954. Ele subiu 1,81%, menos que a taxa do INPC, que também corrige o mínimo.

A legislação até permite que o governo use estimativa quando o índice não estiver disponível no momento de definição do reajuste.

Em 2017, por exemplo, o governo concedeu aos aposentados que ganham acima do mínimo um reajuste de 6,58%, equivalente ao INPC acumulado até dezembro de 2016, sem ganho real (acima da inflação).

A projeção do governo para o reajuste, no entanto, teve como base o acumulado do índice no mês de novembro e, consequentemente, um valor 0,26 ponto percentual menor em relação a inflação de 2,07%, de 2017. Em 2018, o PIB não é levado em conta, pois em 2016 a economia ficou no negativo, com uma retração de 3,5%.

Além disso, os beneficiários do salário-família também terão impactos na renda.

O reajuste deste ano foi o segundo mais baixo. Analistas esperam que o novo formato de correção do salário mínimo, de 2020 em diante, seja um dos pontos debatidos na campanha eleitoral para a Presidência da República no ano que vem.

Só que as perdas foram ainda maiores para quem ganha pelo salário mínimo.

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