Round 2: Santana e Rio entre Costa e os mandatos da PGR

Ajustar Comente Impressão

"Tenho andando pelo País e chego a Lisboa e pergunto-me: o que se passou aqui na corte que estão a debater uma coisa que eu desconhecia?" A relação com o PS - e o apoio a um possível Governo minoritário nas eleições de 2019 - e a renovação do mandato da Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, foram os temas principais, num debate marcado por uma tentativa dos dois candidatos em "encostarem" o rival a António Costa.Neste segundo debate televisivo, na TVI, que decorreu num tom mais sereno que o da semana passada na RTP, o ambiente entre os candidatos "aqueceu" na parte final, quando questionados sobre qual será a posição do PSD em 2019 em caso de vitória do PS sem maioria absoluta.

Rui Rio não disse concordar com essa estratégia e acrescentou mesmo que não acompanha "nada daquilo que se está a passar", insistindo que, como disse o Presidente da República, este é "um não assunto". Acho que é pedagógico", afirmou Rui Rio, admitindo ter sido surpreendido antes quando questionado sobre o assunto: "Eu nem sabia que o mandato termina em outobro. Não vamos começar a fragilizar, a politizar este assunto que não deve ser politizado. Isto é um não assunto.

A decisão da candidatura de Santana Lopes em terminar esta campanha às diretas na Maia, um dos grandes bastiões da social democracia, revela uma vital importância da concelhia no resultado do próximo sábado, que ditará o próximo líder do Partido Social Democrata e candidato a Primeiro-Ministro. "Por isso não respondo nem que sim nem que não, não é tempo para fazer essa discussão", disse.

Pedro Santana Lopes admitiu poder ser necessário mudar a Constituição, eventualmente devido a mudanças nas leis eleitorais, dado que a Lei Fundamental prevê o sistema proporcional.

Nos últimos dias de campanha, Santana Lopes dá prioridade ao contacto com as bases do partido e visitas a empresas.

Rui Rio e Pedro Santana Lopes disputam as eleições diretas de 13 de janeiro para escolher o sucessor de Pedro Passos Coelho à frente do PSD. Que caso tivesse existido, faria com que "Pedro Passos Coelho fosse primeiro-ministro". Rui Rio tem assentado a sua mensagem na ideia de que nestas eleições internas aquilo que está em causa é a eleição da personalidade com melhores condições para ser eleito primeiro-ministro.

Se o Partido Socialista estiver em minoria, eu prefiro deixar pasar o Governo do Partido Socialista, de modo a ele estar amarrado à Assembleia da República como um todo e não apenas à esquerda.

Foi o mote para se distanciar de Rui Rio, que admite viabilizar um novo governo socialista com maioria relativa.

Comentários