António Guterres visita Colômbia no próximo fim de semana

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Os membros do conselho também compartilharam com o secretário-geral da ONU, António Guterres; a preocupação sobre a crescente insegurança em algumas áreas afetadas pelo conflito.

O documento oferece a visão do secretário-geral para uma cooperação internacional construtiva, examinando como administrar melhor a migração, para o benefício de todos - dos migrantes em si, de suas comunidades de acolhimento e de suas sociedades de origem.

As migrações são benéficas quer para os migrantes quer para as comunidades de acolhimento.

Para o ex-primeiro-ministro português, que assumiu a liderança das Nações Unidas em janeiro de 2017, o presente mostra aos Estados-membros da ONU um desafio basilar: "Maximizar os benefícios da migração, ao invés de ficarmos obcecados em minimizar os riscos".

Há atualmente 258 milhões de migrantes no mundo, pelo que "a gestão da migração é um dos testes mais urgentes e profundos à cooperação internacional no nosso tempo", frisou António Guterres num relatório divulgado neste dia, que marca o ponto de partida para as negociações multilaterais do futuro e inédito pacto global para a migração (Global Compact for Migration, na versão em inglês) que a ONU ambiciona formalizar ainda este ano.

O relatório lembra os benefícios econômicos da migração.

Ainda neste relatório, o secretário-geral das Nações Unidas defendeu a importância de melhorar a quantidade e a qualidade dos dados (factos e estatísticas) relacionados com a migração. Em 2017, foram enviados para esses países 600 mil milhões de dólares (€ 498 mil milhões) em remessas, três vezes o total do valor destinado à ajuda ao desenvolvimento. "É hora de reunir todas as partes do Sistema ONU, incluindo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), para apoiar os esforços dos Estados-membros em gerenciar a migração".

As mulheres, que representam 48% do total de migrantes, enviam mais dinheiro para casa do que os homens, apesar de enfrentarem políticas laborais mais restritivas e maiores desafios no emprego.

Guterres sublinha que "as migrações são um motor do crescimento económico, da inovação do desenvolvimento sustentável" e pede aos governos que trabalhem em conjunto para estabelecer um sistema de migrações global mais produtivo e humano, que permita fortalecer em vez de fragilizar as soberanias.

"Se os governos abrirem mais caminhos jurídicos para a migração, com base em análises realistas das necessidades do mercado de trabalho, é provável que existam menos cruzamentos nas fronteiras, menos migrantes a trabalhar fora da lei e menos abusos de migrantes irregulares", reforçou.

"Isto é uma estrutura de trabalho impressionante, mas é legítimo perguntar se o GMG, como está actualmente configurado, está bem equipado para desenvolver resultados coerentes e fundamentados que acredito que os Estados-membros vão querer face aos seus esforços para aplicar o pacto global", referiu.

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