Jair Bolsonaro revela que usou auxílio-moradia para 'comer gente'

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Segundo matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo na quinta, dia 11 de janeiro, o polêmico deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) estaria usando a verba de gabinete da Câmara dos Deputados para empregar uma funcionária fantasma, que mora num distrito da cidade de Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro.

O encontro que não havia sido marcado ocorreu em frente à casa de Bolsonaro no momento em que os repórteres apuravam informações sobre uma servidora lotada no gabinete do deputado.

- Tem que pegar o meu.

Durante a conversa, apesar de ser proprietário de um imóvel em Brasília, o político defendeu o recebimento de auxílio-moradia. - Peraí, você tem que divulgar é o meu patrimônio. Esquece meus filhos. Se o meu filho assaltar um banco agora ou ganhar na Mega Sena, é problema dele, não é meu - afirmou.

"Folha de S. Paulo, eu já sei do caráter de vocês e já estou imaginando o que vai sair [no jornal de] amanhã", disse o deputado. Quando questionado se usou o dinheiro do benefício para comprar seu apartamento, ele respondeu: "Como eu estava solteiro naquela época, esse dinheiro de auxílio moradia eu usava pra comer gente".

Bolsonaro diz que usou auxílio-moradia para “comer gente”
Jair Bolsonaro revela que usou auxílio-moradia para 'comer gente'

"É um direito que eu tenho [de usar o benefício]".

Para Bolsonaro, o uso do auxílio-moradia mesmo tendo 1 imóvel na capital não é errado.

A reportagem da Folha revelou também que Bolsonaro recebe auxílio-moradia da Câmara dos Deputados, mesmo tendo imóvel próprio em Brasília. Inclusive, tem mais ou menos 60m² o meu apartamento, vou passar para um de 200m². "Eu vou morar numa mansão, não vou pagar segurança, não vou pagar IPTU, no meu eu pago", disse.

Ele afirmou também que foi um "deslize" dizer, em um programa de TV, em 1999, que sonegava impostos. Na ocasião, Bolsonaro havia falado que sonegava "tudo que é possível". Quem quer ter segurança tem que fazer o quê? Quem quer ter saúde, precisa ter um plano. Em entrevista à Folha, ele se defendeu e disse isso era um "desabafo" em representação do povo. Hoje o povo, como um todo, só não sonega o que não pode, e é uma verdade isso daí.

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