Maia: Rebaixamento pode ajudar aprovação da reforma da Previdência

Ajustar Comente Impressão

Enquanto a instituição atribuiu a decisão às dificuldades enfrentadas pela gestão do presidenteMichel Temer em conduzir a agenda de reformas tida como necessária para organizar as contas públicas, no mundo político a responsabilização por mais essa notícia negativa foi distribuída de acordo com as conveniências de cada observador. A demora para votar a reforma da Previdência foi uma das justificativas apresentadas pela S&P para rebaixar a nota do Brasil de BB para BB- (três níveis abaixo do grau de investimento, perdido em 2015). O presidente da Câmara tem reforçado as conversas com partidos do Centrão, enquanto faz um périplo pelo país para se tornar mais conhecido: nos últimos dias, além de Santa Catarina, esteve na Bahia, no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.

Quer investir melhor seu dinheiro? A proposta de emenda constitucional está parada na Câmara dos Deputados aguardando votação em primeiro turno no plenário da casa, o que chegou próximo de ocorrer antes da revelação das delações de executivos do grupo J&F e de áudios de conversa do empresário Joesley Batista com o presidente Michel Temer.

A princípio, as negociações em busca de votos ficaria concentrada na figura de Carlos Marun (MDB), deputado licenciado e empossado no cargo de ministro da Secretaria de Governo, responsável pela articulação política.

Em sua conta no Twitter, o presidente da Câmara já havia dito que a agenda desta quinta-feira seria focada na reforma da Previdência. "Vamos tentar construir a participação dos governadores neste debate", escreveu. "Nós não faltamos com o governo. Ninguém pode cobrar o Congresso".

O presidente da Câmara, conforme reportado pelo jornal O Estado de S.Paulo, disse ainda que as denúncias oferecidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) também influenciaram na revisão da nota de crédito do Brasil. "De fato, o governo ficou fraco após as denúncias", afirmou ao Broadcast antes de ressaltar o papel da Câmara dos Deputados, presidida por ele.

Maia evitou culpar a equipe econômica pelo resultado e procurou mostrar otimismo em relação às votações neste ano.

"Nosso desafio não é encontrar culpados".

Comentários