Merkel e Schulz chegam a princípio de acordo para governo na Alemanha

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Martin Schulz, o líder do SPD, esclareceu, no final do encontro, que não eram esperadas decisões, mas que a tarde correu bem.

À chegada à sede do SPD, no domingo, a mulher que lidera a chancelaria alemã desde 2005 mostrou-se, no entanto, otimista e confiante na renovação da coligação.

Segundo o Público, este tipo de coligação implica a necessidade de consensos entre os dois blocos, deixando pouco espaço à oposição e dando a ideia de que não há posições políticas diferentes.

A política de abertura de fronteiras aos refugiados em 2015 dificilmente será apresentada por Angela Merkel nos mesmos moldes, tendo em conta as pressões da CSU, partido- -irmão da Baviera, que concorrerá nas eleições regionais do próximo outono e defende cortes nos subsídios aos refugiados e requisitos mais apertados na concessão de asilo. De acordo com uma sondagem, uma ligeira maioria de inquiridos (53%) acredita que o próximo governo vai mesmo ser de "grande coligação". Ainda assim, a economia continua a dar notícias positivas e ainda na semana passada a Alemanha registou mais um recorde de baixo desemprego.

O acordo terá agora de ser submetido para sua aprovação às instâncias dirigentes dos três partidos envolvidos, os democrata-cristãos (CDU/CSU) e, principalmente o SPD, que entrou contrariado nas negociações depois de uma humilhante derrota nas legislativas de setembro.

Para já, sabe-se que a chanceler não parece disposta a aceitar um cenário (inédito) de governo minoritário, por si liderado, sustentado por alguns acordos específicos com o SPD, e suspeita-se que os sociais- -democratas estarão a piscar o olho ao apetrechado ministério das Finanças alemão. Membros da agremiação descontentes com o diálogo com Merkel afirmam que uma parceria fortaleceria o partido de direita conservadora Alternativa para Alemanha (AfD). Apesar de tudo, um falhanço das negociações teria provavelmente consequências ainda piores, pelo que o incentivo é para um acordo.

As conversações, que deverão prolongar-se por seis dias, servirão para as partes decidirem se avançam com negociações formais para a formação de uma coligação. Como optou por não governar como minoria, a CDU tentou formar aliança com outras duas agremiações menores, mas não teve sucesso. Horst Seehofer, da CSU, apontou a Páscoa, que este ano se comemora a 1 de Abril, como o ultimo prazo para o país ter um Executivo.

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