Merkel e SPD vão negociar novo governo

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Na base do compromisso obtido entre os negociadores dos dois campos após mais de 24 horas de negociações, a direção dos sociais-democratas, reunida em Berlim, "vai mandatar uma comissão" que manterá as conversações com os conservadores para um contrato de coligação, indicou o SPD em comunicado.

Será de recordar que, segundo afirmavam há algumas semanas alguns jornais, Schulz terá dado a entender a Merkel que, para aceitar o regresso da grande coligação, teria que ser convidado para o cargo de ministro das Finanças, em substituição de Wolfgang Schauble.

Três meses depois há acordo na Alemanha.

Este domingo, começaram os cinco dias de conversações exploratórias para avaliar se a União Democrata-Cristã (CDU), da chanceler Angela Merkel, a União Social-Cristã (o partido-gémeo da CDU na Baviera), e o Partido Social-Democrata (SPD) têm possibilidade de formar uma nova "grande coligação", uma espécie de bloco central. Se fracassarem as negociações, o cenário mais provável é a realização de eleições antecipadas, já que Merkel rejeita liderar um Governo minoritário, mesmo que este merecesse o apoio circunstancial do SPD no Bundestag.

Angela Merkel disse apenas que havia muito trabalho a fazer, concluindo: "Acho que pode resultar". Contudo, a tentativa de constituir uma aliança alargada e nunca experimentada - conhecida por Jamaica - que além da CDU/CSU incluía os Verdes e os liberais do FDP caiu por terra, aumentando a pressão para um novo acordo entre a CDU e o SPD.

O mesmo aconteceria com seu aliado Horst Seehofer, presidente do partido bávaro CSU, e com o líder do SPD, Martin Schulz, que perdeu parte de sua autoridade desde os maus resultados de sua formação nas eleições.

Nas duas outras grandes coligações lideradas por Merkel (2005-09 e 2012 até ao presente), o SPD ficou-se por um papel secundário, em grande medida incapaz de determinar o rumo do país.

Deste acordo depende em grande parte o futuro político da chanceler.

As discussões se anunciam mais uma vez complicadas, uma vez que as questões em que há divergências são numerosas, particularmente nas áreas de política migratória, Europa e investimentos públicos.

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