Merkel prevê "grandes obstáculos" no último dia de conversações exploratórias com Schulz

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Os conservadores alemães liderados por Angela Merkel e os sociais-democratas de Martin Schulz alcançaram um acordo de princípio para a formação de uma coligação governamental, mais de três meses após as eleições legislativas.

Quanto à imigração, foi definido um tecto máximo para a entrada de refugiados em solo alemão, situado entre as 180 mil e as 220 mil pessoas por ano e foi ainda decidido que o programa de reunificação de famílias de refugiados vai permanecer suspenso durante mais algumas semanas.

É "uma contribuição positiva, construtiva e orientada para o futuro" da União Europeia (UE), acrescentou o presidente da Comissão Europeia, que está em Sófia por ocasião do lançamento oficial da presidência rotativa da Bulgária do Conselho da UE.

O compromisso alcançado por democratas cristãos e sociais-democratas parece colocar na gaveta dois cenários que seriam inéditos na História política do pós-guerra, mas que ganharam corpo com o falhanço das negociações entre a CDU, os liberais e os Verdes: a constituição de um Governo minoritário, liderado por Merkel; ou a realização de novas eleições, para se desatar o nó. A decisão deverá ser ainda aprovada pelas bases do partido.

Os termos do acordo vão ser ainda submetidos aos órgãos dirigentes dos respetivos partidos.

Mas nada ainda é definitivo. A eventual participação no novo executivo terá de ser validada no congresso extraordinário marcado para 21 de janeiro de desfecho imprevisível. Iniciados há cinco dias, entraram na quinta-feira em sua última sessão.

Os conservadores e o SPD, que já governaram juntos em duas ocasiões durante os últimos 12 anos, prometeram "uma nova política" adaptada à época atual, apesar de suas grandes diferenças sobre determinados assuntos.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, destacou a necessidade de um "novo despertar" para a Europa e afirmou estar confiante de que a formação de um novo governo no país será capaz de chegar a um acordo com a França sobre o futuro da zona do euro, que envolve reformas encabeçadas pelo presidente do país, Emmanuel Macron.

O SPD defendia, por sua parte, uma flexibilização do reagrupamento familiar para os refugiados, investimentos em educação e em infraestruturas e um maior apoio às classes média e desfavorecida.

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