Boeing não terá controle, afirma governo

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Desde então, o negócio tomou ares de estratégico para as duas companhias, em razão dos conglomerados internacionais de aviação que estão se consolidando no mundo, especialmente entre europeus e canadenses e entre chineses e russos. A questão da segurança nacional é um dos nós que precisará ser desatado para que o negócio possa seguir em frente, caso envolva a área militar da companhia brasileira.

A fabricante de aeronaves Embraer contratou os bancos de investimento Citi e Goldman Sachs, deixando players locais de lado, para assessorá-la em suas conversas com a americana Boeing. "A partir daí, xenofobia não vale a pena, porque, de repente, a gente perde o bonde da história", disse o ministro.

"Raul Jungmann se posicionou favorável a uma parceria entre Boeing e Embraer, mas defende que a manutenção do controle acionário da empresa brasileira é uma questão de soberania nacional, e não será transferida, nem irá à mesa de negociação entre as empresas", informou o ministério da Defesa, por meio das redes sociais. "Garante-se o controle acionário dela e faz alguma associação naquilo que for conveniente e sincronizado com o interesse nacional". "Como vai ser a parceria, ainda não sabemos", afirmou o ministro em entrevista coletiva durante um evento de segurança no Rio de Janeiro.

Questionado sobre informação publicada hoje pelo Valor de que a venda do controle da Embraer para a Boeing pode ser concretizada se Michel Temer autorizar a operação por meio de decreto, ele não respondeu. O encontro tratou do plano de ações integradas para 2018 e terminou com a assinatura de um protocolo de intenções.

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