Igrejas de Santiago sofrem ataques a bomba antes da chegada de papa

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Cinco igrejas católicas foram atacadas por desconhecidos; na madrugada de sexta-feira, em Santiago, com bombas caseiras. Um quinto artefato foi encontrado antes de detonar.

O ministro do Interior do Chile, Mario Fernández, disse à emissora local de rádio BioBío que grupos pequenos e com capacidade limitada de ação estão por trás dos ataques, de forma que os incidentes "são graves e repudiáveis, mas também devem ser vistos dentro da sua medida". As demais igrejas afetadas se encontravam nos bairros de Recoleta, Peñalolén e Villa Portales. A presidente do Chile, Michelle Bachelet, disse que "em uma democracia, as pessoas podem se expressar desde que seja de maneira pacifista".

Os atentados ocorreram dias antes da visita de Francisco; a partir de segunda-feira, até 18 de janeiro.

A segurança de Francisco é um quebra-cabeças para os organizadores da viagem, já que além dos percursos no papamóvel, ele celebrará missas em Santiago e nas cidades de Temuco e Iquique, nas quais são esperadas 1,2 milhão de pessoas.

Segundo a Promotoria Metropolitana Sul, a cargo das investigações, os fatos estariam relacionados e teriam sido coordenados pelo Movimento Juvenil Lautaro (MJL), segundo o jornal chileno "El Mercurio".

O MJL é um grupo de esquerda nascido nos anos 1980 que estaria se rearticulando e operando principalmente na capital do Chile.

Os artefatos usados nos ataques são parecidos: são compostos por um extintor com pólvora, um sistema de relojoaria e um recipiente de líquido acelerante, de acordo com "El Mercurio". Os panfletos também estão sendo investigados.

Francisco chegará a um Chile onde 59% da população se declara católica - em constante queda -, mas que vive uma "secularização acelerada" desde a revelação dos casos de abusos sexuais de sacerdotes, segundo um estudo da consultora Latinobarómetro divulgado nesta sexta-feira.

Enquanto na região a média de avaliação o papa é de 6,8 (de zero a 10), no Chile é de 5,3, e apenas 36% dos chilenos dizem "confiar" na instituição.

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