Palestinos respondem às ameaças de Trump

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Na terça-feira Donald Trump ameaçou cortar a ajuda financeira dos Estados Unidos à Autoridade Nacional Palestiniana por se recusar a participar no processo de paz no Médio Oriente, depois de Washington ter reconhecido, a 6 de dezembro, Jerusalém como a capital de Israel.

"Pagamos aos palestinos CENTENAS DE MILHÕES DE DÓLARES todo ano e não recebemos qualquer reconhecimento ou respeito", tuitou Trump.

Em resposta à ameaça de Trump, a Organização para a Libertação da Palestina acusou Trump de estar "a sabotar a busca pela paz" na região. Mas como os palestinos já não estão dispostos a negociações de paz, por que devemos fazer esses enormes pagamentos?

Para o presidente palestino, Mahmud Abbas, com esse gesto os Estados Unidos perdeu a capacidade de servir como mediador para eventuais negociações com Israel.

Em conferência de imprensa e já depois de ter sugerido que a administração Trump pode vir a cumprir a promessa de reduzir a sua contribuição para o Orçamento da ONU, a embaixadora norte-americana Nikki Haley declarou: "O Presidente disse basicamente que não quer dar fundos adicionais, ou que quer suspender o financiamento, até que os palestinianos aceitem voltar à mesa de negociações". A partir de agora, eles não estão vindo à mesa, mas eles pediram ajuda. Além disso, foram adicionados 304 milhões de dólares (252 milhões de euros) assistência de Washington a programas da ONU nos territórios palestinianos.

Donald Trump também afirmou que pretende estudar o cancelamento das verbas de ajuda enviadas pelos Estados Unidos a países que acenam com a possibilidade de colaboração em áreas específicas, mas no final, adotam postura contrária, como no caso do Paquistão e o combate ao terrorismo.

Desde que chegou à Casa Branca, Donald Trump diz ser capaz de obter um acordo de paz entre israelenses e palestinos, algo que todos os seus predecessores falharam.

As esperanças de uma solução de dois Estados esfriaram ainda mais na terça-feira, quando o parlamento israelense aprovou um projeto de lei para complicar a passagem sob a soberania palestiniana de certas áreas de Jerusalém como parte de um futuro acordo de paz.

Após a anexação de Jerusalém Oriental, parte palestina da cidade, Israel proclamou a cidade inteira como sua capital eterna e indivisível.

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