EUA permanecem na Síria até à queda de Assad

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A partir de agora, o foco dos Estados Unidos na Síria será reduzir a influência iraniana no país, disse nesta quarta-feira o secretário de Estado, Rex Tillerson, em um discurso que marca na política americana para a região, antes voltada à luta contra o Estado Islâmico (EI).

Nasr Hariri disse que a não ser que o Ocidente force Assad e seus poderosos aliados a buscarem paz, civis sírios irão continuar morrendo.

"A nossa missão militar na Síria vai manter-se".

Negociador-chefe do principal agrupamento da oposição síria, Hariri pediu que Trump e líderes da UE, como a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, Emmanuel Macron, e primeira-ministra britânica, Theresa May, sejam mais duros com Assad. "O EI está atualmente com um pé na cova, e com a presença militar americana na Síria logo terá os dois", ilustrou. Eles retomaram grandes centros populacionais no oeste da Síria de rebeldes que buscavam derrubar o governo e afastaram o Estado Islâmico para o leste.

"Uma retirada total do pessoal norte-americano neste momento ajudaria Al-Assad a continuar a brutalizar o seu próprio povo", justificou.

Ora, contrapôs, "uma Síria estável, unida e independente necessita de uma liderança pós Assad para ver o dia", insistiu, estimando que a saída do presidente sírio no quadro do processo de paz sob a égide da Organização das Nações Unidas, "iria criar as condições parta uma paz durável".

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