Irmão de José Dirceu é preso por lavagem de dinheiro

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Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão do ex-ministro José Dirceu, foi preso nesta sexta-feira, 9, pela Polícia Federal na região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Luiz Eduardo foi preso pela primeira vez em agosto de 2015, na 17ª fase da Operação Lava Jato, que investigava um esquema de fraude, corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobras - o foco eram irregularidades em contratos com empresas terceirizadas. A prisão é decorrente do pedido de execução de pena após o julgamento de embargos de declaração pela segunda instância.

"Não cabe a este Juízo discutir a ordem. Agrego apenas que tratando-se de crimes de gravidade, inclusive lavagem de produto de crimes contra a Administração Pública, a execução após a condenação em segundo grau impõe-se sob pena de dar causa a processos sem fim e a, na prática, impunidade de sérias condutas criminais", anotou. "Que o seu legado seja preservado". Ele também pediu a prisão de outros dois réus na ação penal, Júlio César dos Santos e Roberto Marques. Moro substituiu a pena por duas restritivas de direito: prestação de serviço à comunidade e prestação pecuniária.

Em março de 2017, Eduardo foi condenado em outro processo a 10 anos de prisão em regime inicial fechado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O irmão do ex-ministro foi condenado a 10 anos, 6 meses e 23 dias de prisão.

"Obedecendo à Corte de Apelação, expeça a Secretaria os mandados de prisão para execução provisória da condenação de Luiz Eduardo de Oliveira e Silva e Júlio César dos Santos", determinou o juiz.

No despacho, Moro diz que está "presente ainda no acórdão a determinação para execução da pena 'assim que exaurida a segunda instância', pois 'a execução da pena terá início assim que exaurida a segunda instância, não se devendo aguardar o trâmite de eventuais recursos especiais e extraordinários, os quais não versam sobre matéria de fato e não são dotados de efeito suspensivo'".

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