Corte Arbitral do Esporte rejeita recursos de atletas russos

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Os deputados russos classificaram as decisões do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) e do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre atletas russos de injustas e de discriminatórias. Após dois dias de audiências, a CAS se pronunciou nesta sexta-feira, dia da realização da cerimônia de abertura do evento. Em comunicado oficial, o secretário geral do CAS, Matthieu Reeb, anunciou que o órgão não obrigaria o COI a rever sua decisão.

"O painel considerou que a forma como o COI trabalhou para definir os atletas russos presentes em Pyeongchang não foi uma sanção, mas sim uma decisão de elegibilidade".

Um processo de análise foi projetado para excluir atletas russos dos Jogos se o COI não tivesse certeza de que eles iriam competir de forma limpa, mesmo que estivessem livres de uma suspensão por doping.

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Dos cerca de 500 atletas propostos pela Rússia para estas Olimpíadas de inverno, o COI apenas autorizou a convocatória de 169, e para competirem sob bandeira neutra, devido ao escândalo de doping que afeta o desporto russo desde a publicação do chamado relatório McLaren.

"O painel da CAS constatou que os solicitantes não demonstraram que o modo como foram avaliados pelas duas comissões especiais - o Painel de Revisão dos convites e o Grupo de Implementação de Atletas Olímpicos da Rússia - tenha sido discriminatório, arbitrário ou injusto". A decisão procurou um equilíbrio entre os direitos individuais dos atletas e a necessidade de impedir o doping.

Entre os 47 russos cujas apelações foram negadas, estavam Viktor Ahn, campeão olímpico seis vezes, nascido sul-coreano e naturalizado russo antes de Sochi-2014.

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