Ministério Público pede 7 anos de prisão para Geddel

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Em alegações finais, o Ministério Público Federal pediu pena de sete anos de reclusão para Geddel Vieira Lima, ex-ministro dos governos de Lula e Michel Temer.

"Dessa forma, era incutida em Lúcio Funaro a apreensão e o temor por represálias, para que não colaborasse espontaneamente com as investigações, causando, portanto, embaraço a investigação de crimes praticados por organização criminosa no âmbito da CEF (Operações Sépsis e Cui Bono)", afirmaram os procuradores nas alegações finais.

Ao solicitar a condenação de Geddel, os procuradores argumentam que ele tentou atrapalhar investigações das operações Sépsis e Cui Bono.

"O monitoramento não só permitia que Geddel captasse o estado de ânimo de Lúcio Funaro como também transmitia ao investigado preso que havia um membro da organização criminosa que o estava monitorando", acrescentam eles.

Após o pedido do MPF, é a vez de a defesa de Geddel apresentar suas alegações, e só então o juiz federal Valisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, responsável pelo caso, poderá proferir a sentença.

Segundo a Polícia Federal, parte do dinheiro seria resultante de um esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal no período entre 2011 e 2013, quando Geddel era vice-presidente de Pessoa Jurídica da instituição.

A equipe da força-tarefa da Operação Greenfield afirma que o ex-ministro ligou "intensamente" para Raquel Pitta, mulher de Funaro, com "objetivo de manter o silêncio do investigado ou com que não colaborasse com a Justiça". Ainda segundo o MPF, antes da prisão de Funaro, o ex-ministro jamais havia tido contato com Raquel Pita.

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