Temer acredita que aprovação da reforma da Previdência tem nota 7 de chance

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O presidente Michel Temer, mais uma vez, evitou ser direto ao responder à pergunta, em entrevista à Rádio Guaíba, sobre se será ou não candidato à Presidência, já que está empenhado na aprovação da reforma da Previdência e na divulgação dos "avanços" de seu governo.

O presidente lembrou que, com a descompatibilização a partir de abril de pelos menos 12 ministros parlamentares ou não, que estão em seu governo e querem disputar as próximas eleições, ficaria inviável se cada juiz decidisse dar uma liminar impedindo a nomeação de quem ele escolheu. Imagine a cada ministro que eu nomear, o juiz lá de uma cidade do interior, por mais respeitável que seja, impede a nomeação.

Para Temer, "fica parecendo que cometi um equívoco jurídico, o que não é verdadeiro". Então, quando eu vou nomear eu posso até cometer um erro administrativo ou político, o que não é o caso, porque a deputada é muito competente, muito determinada, trabalhadora e presta bons serviços. "Agora isso não é revisável, especialmente por um juiz de primeiro grau", disse o presidente.

"Acredito que a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) [ministra Cármen Lúcia] logo decidirá a questão de Cristiane Brasil", disse.

Temer disse ainda que não está preocupado com sua popularidade, ao salientar que uma vez ouviu de um empresário que ele deveria aproveitar sua baixa aceitação na população para fazer reformas impopulares e disse: "É isso que estou fazendo".

Mais adiante, depois de fazer as considerações à rádio gaúcha sobre o que fez em sua administração, o presidente emendou: "Minha candidatura, por enquanto, é essa".

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