Temer vai à Roraima para tratar sobre imigrantes venezuelanos

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O anúncio da viagem foi feito pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), ontem à noite (10.fev) pelo perfil no Twitter.

Na quinta-feira (8), os ministros da Defesa, Raul Jungmann, da Justiça, Torquato Jardim, e do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, vistoriaram a situação dos imigrantes na cidade.

Em seu depoimento, Jamaica disse que as vítimas foram escolhidas pela facilidade em serem alcançadas, por dormirem em locais semiabertos, sem portas ou janelas, e por pernoitarem no bairro Mecejana, onde ele também se abrigava em imóveis abandonados. Gordon Fowler, de 42 anos, é natural de Georgetown (Guiana Inglesa), mas é conhecido como Jamaica.

Nos últimos meses, se tornaram mais frequentes os casos de conflito entre brasileiros e venezuelanos em Roraima.

À polícia, ele teria confessado o crime e disse não ter nada contra as vítimas, mas sentia raiva dos venezuelanos após um desentendimento e por ter sua bicicleta roubada. Desde 2016, a migração de venezuelanos aumentou de forma significativa.

Segundo cálculos da Prefeitura de Boa Vista, há mais de 40 mil cidadãos venezuelanos na cidade, mais de 10% da população local, de cerca de 330 mil habitantes.

"Estamos apurando a motivação do crime e em diligências para localizar o suspeito que não sabemos se é brasileiro ou venezuelano", disse o delegado, acrescentando que um inquérito foi aberto. O guianense foi encaminhado para audiência de custódia e depois será encaminhado para a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo.

Na última semana, foram registrados dois ataques contra venezuelanos. O homem, um morador de rua do bairro Mecejana, na Zona Oeste da capital, é suspeito de ter ateado fogo a duas casas de venezuelanos.

De acordo com a polícia, Fowler não tem residência fixa e vive nas ruas de Boa Vista. Uma menina de 3 anos e pai dela ficaram feridos depois que atearam fogo no quarto em que dormiam.

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