Tiroteio por ódio racial leva italianos a protestar contra o fascismo

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Eles cantaram "Bella ciao" e outros clássicos do antifascismo. Outras pessoas somaram à marcha suas bandeiras italianas.

A campanha eleitoral da Itália está sendo marcada por crescentes tensões sobre a população migrante do país, que nos últimos anos aumentou em milhares de pessoas, muitas delas africanas. "Sempre me manifestei, mas agora é mais necessário do que nunca", declarou à AFP Mafalda Quartu, uma aposentada que viajou de Florença.

Funcionários em Macerata, no centro da Itália, originalmente proibiram o evento devido a temores de violência envolvendo grupos de extrema direita e só o autorizaram na sexta-feira.

No entanto, a Câmara Municipal desta pequena cidade de 41 mil habitantes ordenou fechar todas as lojas e suspender as aulas nos institutos (sábado é dia letivo na Itália), perante possíveis incidentes entre os antifascistas e os ultradireitistas.

Os seis feridos são oriundos de Mali, Gana e Nigéria, segundo a agência de notícias Agi.

O suspeito foi identificado pela imprensa como Luca Traini, de 28 anos.

Foi um ato de "evidente ódio racial", considerou o ministro italiano do Interior, Marco Minniti.

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