Procuradoria de NY processa Weinstein por casos de abuso

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Mas considerou que tanto o seu sócio, e irmão, como a empresa holding que detém a produtora - que pertence aos pais de ambos - também devem ser responsabilizados por nunca terem denunciado os maus tratos e terem, no fundo, compactuado com eles.

Harvey Weinstein respondeu a um processo interposto pelo procurador-geral de Nova Iorque, através de um comunicado emitido à Variety, este domingo, dia 11.

Para a realização do processo, Schneiderman precisou de quatro meses de investigação e mais de 35 páginas, todas descrevendo atitudes ilegais realizadas pela produtora "The Weinstein Company", liderada pelos irmãos Bob e Harvey Weinstein.

"The Weinstein Company violou por diversas ocasiões o direito nova-iorquino ao não proteger os seus empregados de um assédio sexual invasivo, das intimidações e da discriminação", declarou Eric Schneiderman citado num comunicado. Acusado de assédio e abuso sexual por pelo menos 80 mulheres, o empresário disse estar sendo alvo de um complô e que ele não passa de "bode expiatório" dos movimentos organizados por mulheres da indústria norte-americana do entretenimento contra a cultura de assédio e estupro predominante na área. Algumas acusam o produtor de violação, acusações que ele nega.

Dentre suas vítimas estão atrizes famosas como Salma Hayek, Rose McGowan, Lupita Nyong'o, Uma Thurman, Lena Headey, Kate Beckinsale, Gwyneth Paltrow, Angelina Jolie, Ashley Judd, Mira Sorvino e várias outras. Weinstein garante que todas as suas relações sexuais foram consensuais.

A ação dita que Weinstein ameaçava os seus empregados com frases como "vou te matar", "vou matar a tua família" ou "sabes do que sou capaz". Ele se vangloriava dos contatos políticos que tinha e assegurava ter ligações com o serviço secreto, que poderia resolver seus problemas.

"Não houve criminalidade, e no final do processo ficará provado que Harvey Weinstein promoveu mais as mulheres para cargos elevados do que qualquer outro profissional na indústria", garante o advogado.

Um terceiro grupo, também quase 100% feminino, foi forçado a facilitar conquistas sexuais de Weinstein, de acordo com a acusação, embora tenham sido contratadas para ajudar a empresa a produzir filmes e projetos de televisão.

Além disso, a denúncia revela também que os motoristas de Weinstein deviam de andar sempre com preservativos e preparados com material para dar injeções para a disfunção erétil.

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