Economia portuguesa cresceu 2,7% na maior subida desde 2000

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A confirmarem-se estas estimativas sobre o último trimestre do ano passado, isso significa que a economia acelerou ligeiramente no quarto trimestre face aos três meses anteriores e abrandou em termos homólogos.

Em cadeia, ritmo de crescimento está em linha com o antecipado pelos analistas, e representa uma pequena desaceleração face ao registado no terceiro trimestre, altura em que a economia tinha avançado 0,7% em cadeia.

A economia portuguesa cresceu 2,7% no conjunto de 2017, o ritmo de crescimento anual mais elevado desde 2000 e mais 1,2 pontos percentuais do que no ano anterior, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Quanto aos valores trimestrais, os economistas apontam para uma subida do PIB de 2,4% em termos homólogos e de 0,6% em cadeia.

Em termos anuais, a economia portuguesa terá crescido 2,7%, o que, para João Borges de Assunção, professor da Universidade Católica, é um dos crescimentos "mais saudáveis desde que Portugal entrou na moeda única", em 1999. Este é o maior crescimento desde há 17 anos, no ano 2000. Aliás, o Governo volta a ser surpreendido pela positiva, já que no passado mês de Outubro, quando apresentou a proposta de OE para 2018, tinha estimado um crescimento de 2,6% em 2017. O contributo da procura externa líquida (exportações menos importações) "passou de negativo a positivo", diz o INE, assinalando que o contributo da procura interna diminuiu "devido sobretudo ao abrandamento do consumo privado".

As boas notícias da Alemanha surgem uma semana depois de a Comissão Europeia ter melhorado as suas previsões de crescimento para a zona euro e de ter considerado que esta retoma é a mais equilibrada desde a crise financeira, recorda a Bloomberg.

"O Governo destaca que este crescimento económico é socialmente mais equitativo, assente na criação de emprego e numa gestão criteriosa das contas públicas", lê-se na mesma nota.

Os dados agora divulgados pelo INE são os primeiros conhecidos para o quarto trimestre de 2017 e, por isso, não contam ainda com informação detalhada sobre a evolução das várias componentes do PIB.

Este resultado não só confirma a forte aceleração face aos 1,5% de 2016, como fica muito acima dos 1,8% que o Governo esperava quando, em Outubro de 2016, apresentou a proposta de Orçamento do Estado para 2017.

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