Erro em dado de velocidade pode ter causado queda de avião russo

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O acidente pode ser explicado por "dados incorretos sobre a velocidade recebidos pelos pilotos, o que pode aparentemente estar vinculado à formação de gelo nas sondas, cujo sistema de calefação estava desligado", afirmou o Comissão Interestadual de Aviação russo em um comunicado, após estudar os dados da caixa-preta.

As conclusões se baseiam em "uma análise preliminar das informações registradas no mecanismo que conserva os parâmetros técnicos do voo, bem como em estudos de casos similares no passado", reiterou a MAK.

Os pilotos colocaram o avião An-148 no piloto automático após saírem do aeroporto de Moscou, mas voltaram a assumir o controle manual quando viram os dados conflitantes. Todos morreram no acidente.

O avião, que se dirigia para Orsk, uma cidade dos Urais na fronteira com o Cazaquistão, explodiu no distrito de Ramenski, localizado a sudeste de Moscou. "Quando o avião caiu, vimos uma enorme bola de fogo surgir no local, achamos que fosse um meteorito", contou à AFP Tatiana Yukova, que assistiu à tragédia da janela de sua casa. Se o mecanismo é prejudicado durante o voo, uma medida incorreta da velocidade é fornecida aos pilotos, o que pode ocasionara queda do aparelho se ele está voando lentamente.

As sondas Pitot são um elemento-chave na batalha legal entre a Air France e a Airbus, indiciada em 2011 por homicídios involuntários pela queda do aparelho que executava o voo AF 447, quando fazia o trajeto entre o Rio de Janeiro e Paris. A área também era percorrida por veículos e sobrevoada por helicópteros.

No horário do acidente nevava muito na capital russa, que registrou temperatura média de -4ºC ao longo daquele dia.

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