Ingerência da Rússia na política norte-americana ameaça eleições, dizem Serviços Secretos

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De acordo com um relatório dos serviços secretos estadunidenses, publicado nesta terça-feira (13), a Coreia do Norte estaria preparando operações no campo de cibersegurança para recolher dados de inteligência ou efetuar ataques contra os EUA e a Coreia do Sul.

Além de Pyongyang, o documento indica como possíveis "ciberatacantes" Teerã e Moscou.

O diretor Nacional de Inteligência dos EUA, Dan Coats, disse na apresentação do relatório ao Comitê de Inteligência do Senado que o risco de conflitos entre nações, incluindo grandes potências, está no patamar mais elevado desde o fim da Guerra Fria.

Coats e outros líderes da comunidade da inteligência dos EUA testemunharam que a Rússia acredita que sua interferência na campanha de 2016 alcançou seu objetivo de enfraquecer a democracia norte-americana, e que a Rússia vê as eleições de novembro como outra chance.

Eles também garantiram que o programa nuclear da Coreia do Norte é uma intimidação aos Estados Unidos e que o tempo para Washington responder a esse perigo está se esgotando.

"Não deve haver dúvida que a Rússia vê seus esforços passados como bem sucedidos e vê as eleições dos EUA de 2018 como um possível alvo para operações russas de influência", disse Coats.

O diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos, Mike Pompeo, disse que o governo russo está conduzindo atividades no intuito de impactar as eleições legislativas do país.

Agências de espionagem dos EUA informaram no ano passado que haviam determinado que a Rússia utilizou ataques hackers e propaganda em um esforço para inclinar a eleição presidencial norte-americana de 2016 a favor do candidato republicano, Donald Trump. Trump rejeitou essa sugestão, mas muitas informações sugerem o uso de redes sociais por parte da Rússia para influenciar o debate político.

"Temos de encarar o fato de que potencialmente nos encontramos perante uma ameaça existencial contra os Estados Unidos".

Pompeo disse na audiência de terça-feira que, apesar dos diálogos Norte-Sul, "não há indícios de mudança estratégica" no desejo do líder norte-coreano Kim Jong-un de continuar sendo uma ameaça nuclear para os Estados Unidos.

"Kim Jong-un não quer apenas conservar o poder, como todos os ditadores, ele atribui a si a missão de unificar as duas Coreias, uma meta que a Coreia do Norte tem há muito tempo".

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