Maduro não é bem-vindo à Cúpula das Américas — Governo peruano

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Em um comunicado, os 14 países disseram que a eleição não será livre e justa enquanto a Venezuela tiver prisioneiros políticos, a oposição não estiver participando plenamente e venezuelanos no exterior não tiverem permissão para votar, exortando Caracas a apresentar um novo calendário eleitoral. "Sem essa condições as eleições carecerão de toda legitimidade e credibilidade", afirmam. "[Caracas] não pode fazer eleições livre e justas com presos políticos", destaca ainda.

Os países também pressionam Nicolás Maduro a "permitir sem demora a abertura de um corredor humanitário que ajude a aliviar os graves efeitos da falta de abastecimento de alimentos e de remédios".

O governo do Peru anunciou nesta terça-feira que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, não será bem-vindo à próxima Cúpula das Américas, que será realizado em Lima nos dias 13 e 14 de abril.

"Considerando a atual situação na Venezuela, meu governo decidiu que a presença do presidente Maduro na 8ª Cúpula das Américas já não é bem-vinda", escreveu Kuczynski. "Os membros do Grupo de Lima respeitam essa decisão", concordam.

Os Estados Unidos voltaram a apoiar o Grupo de Lima durante uma recente visita de seu secretário de Estado, Rex W. Tillerson, à capital peruana, onde agradeceu ao presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, por sua liderança na formação dessa liga.

A ministra anfitriã afirmou ainda, após a conclusão do encontro, que a presença do presidente venezuelano Nicolás Maduro na Cúpula das Américas no Peru, em abril, não será bem-vinda.

O documento começa por explicar que o Grupo de Lima condena "a decisão adotada pelo Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela de convocar unilateralmente eleições presidenciais para 22 de abril de 2018, sem ter alcançado um acordo com a oposição, tal como o Governo se tinha comprometido".

O Grupo de Lima surgiu em agosto passado para abordar a crise venezuelana e como resposta à impossibilidade de aprovar resoluções contra a Venezuela na Organização dos Estados Americanos (OEA), devido ao bloqueio dos países caribenhos, beneficiados pelo petróleo venezuelano.

A decisão de "desconvidar" o mandatário foi apoiada pelo chamado Grupo de Lima, entidade que reúne os governos de Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia.

Na América do Sul, apenas a Bolívia continua como aliado incondicional da Venezuela.

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