Diretor da PF cumpre convocação do STF e encontra Barroso

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O prazo para a Polícia Federal (PF) concluir o inquérito sobre o Decretos dos Portos, que tem como alvo, além do presidente da República, Michel Temer, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures e os empresários Antônio Celso Grecco e Ricardo Mesquita, acaba no próximo dia 20. Em entrevista à Reuters, Segovia afirmou que as investigações não encontraram provas de irregularidades envolvendo o presidente Michel Temer (PMDB) no chamado Decreto dos Portos.

A Comissão de Ética Pública da Presidência vai analisar o caso do diretor-geral da PF na próxima segunda-feira, quando o colegiado terá reunião. Isso fez com que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso cobrasse explicações e os próprios delegados que cuidam do inquérito contra Temer afirmaram que as investigações continuam. "Se houver o ingresso de alguma representação, nós certamente levaremos na reunião de segunda-feira. Se não houver nada até lá, a própria comissão poderá discutir o caso e decidir se abre ou não um processo", disse Menezes ao Estado. Barroso é relator do inquérito no Supremo e, em seu despacho, escreveu que a conduta de Segovia, "se confirmada, é manifestamente imprópria e pode, em tese, caracterizar infração administrativa e até mesmo penal". Esperam que o diretor-geral admita que errou e deixe claro que o delegado do caso, Cleyber Lopes, não será perseguido.

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