Incêndios. Bruxelas reforça Fundo de Solidariedade com 50 milhões

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"No total, mobilizamos mais de 100 milhões de euros", sendo sensivelmente metade destinados a "apoiar os esforços de Portugal para recuperar após os devastadores incêndios florestais do ano passado", começou por dizer.

A comissária confirmou que, em virtude de os danos financeiros causados pelos fogos de junho não serem suficientes para acionar o Fundo de Solidariedade, a candidatura portuguesa juntou os incêndios do verão e os de outubro, pelo que "a proposta apresentada hoje cobre todos os fogos florestais" do ano passado, e o montante de 50,6 milhões de euros inclui os 1,5 milhões adiantados em novembro. "Fiquei completamente chocada com o que vi, tanta dor depois de uma tragédia que reclamou tantas vidas". O executivo comunitário já tinha entregue a Portugal uma primeira parcela do auxílio no valor de 1,5 milhões de euros proveniente do Fundo de Solidariedade da UE, em novembro, além de ter prestado aos quatro países ajuda de emergência através do seu mecanismo de proteção civil e dos serviços do satélite Copernicus.

A devastação provocada pelo fogo nessa região levou o Governo português a entregar um pedido de apoio extraordinário à União Europeia - o processo só foi concluído há uma semana, depois de Lisboa ter fornecido a Bruxelas todas as informações referentes aos incêndios de Outubro na zona Centro.

"Em Portugal, em Espanha, na ilha grega de Lesbos ou nas regiões ultramarinas da França nas Caraíbas, a União Europeia não deixa as populações desprotegidas perante a tragédia". Uma vez mais, o Fundo de Solidariedade Europeu demonstra o nosso compromisso de apoio aos trabalhos de reconstrução em curso depois de desastres naturais. Portugal recebeu 48,5 milhões de euros no rescaldo dos fogos florestais de Julho de 2003; conseguiu 31,3 milhões de euros para a resposta às cheias e desabamentos de terras na Madeira em Fevereiro de 2010 e obteve 3,9 milhões de euros em Maio de 2011 na sequência dos incêndios na Madeira.

Segundo o mesmo jornal, a Comissão aprovou em agosto "uma reorientação dos fundos" do Programa Regional da Política de Coesão, permitindo que 45 milhões de euros já atribuídos a Portugal fossem mobilizados para revitalizar a atividade económica nas zonas afetadas pelos incêndios.

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