'Não estávamos preparados', diz Pezão sobre falhas na segurança durante Carnaval

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O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão admitiu nesta quarta-feira (14) que a segurança destacada para cobrir os dias de carnaval na cidade foi falha - em especial nos dois primeiros dias de folia.

Jungmann deu a declaração após se reunir, em Brasília, com o presidente Michel Temer e com outros ministros, além dos comandantes das Forças Armadas, para discutir segurança pública.

Apesar da festa ter acontecido e muitos foliões terem saído felizes dos blocos de rua e da Sapucaí, diversos episódios de violência foram registrados no Rio de Janeiro durante os quatro dias de carnaval. "Houve uma falha nos dois primeiros dias e depois a gente reforçou aquele policiamento. Mas eu acho que houve um erro nosso", declarou o governador. "A Polícia Militar tinha uma boa parte do efetivo na Rocinha, onde a gente vem permanentemente atuando e também na Praça Seca onde estava tendo uma guerra pelo tráfico ali entre a milícia e o tráfico", especificou. Ao ser questionado pelo jornal O Estado de S. Paulo sobre o grande número de ocorrências policiais, Pezão disse que "sempre dá para melhorar mais".

"São 6 milhões e meio de pessoas na rua e com territórios ainda conflagrados".

Além de arrastões e assaltos nos blocos, supermercados foram saqueados e turistas agredidos.

O governador disse que uma equipe de segurança está reunida, neste momento, para fechar os dados das operações e apreensões realizadas durante o Carnaval.

Durante a entrevista, Jungmann afirmou que não houve nenhum pedido de intervenção feito pelo governo do Rio de Janeiro ao governo federal para o carnaval. O ministro disse, na ocasião, que não era favorável ao apoio das Forças Armadas na segurança durante o evento porque "não há descontrole nem desordem no Estado".

O Rio de Janeiro enfrenta uma séria crise de violência desde os Jogos Olímpicos de 2016, que obrigou o Governo brasileiro a enviar 10 mil militares em meados do ano passado com a expectativa de permanecer na região até o final de 2018.

"É muito justo que o prefeito se preocupe com a sua comunidade e efetivamente com o Carnaval, mas imagine vocês se nós viéssemos, por acaso, a atender solicitação do Rio, como é que ficaria a nossa posição diante de outras cidades, como Salvador, Recife, Olinda, Fortaleza e Natal, que também têm grandes carnavais e que, evidentemente, todos os prefeitos se preocupam com sua comunidade?", disse Jungmann na ocasião.

Pezão passou o Carnaval na casa de sua propriedade em Piraí, no sul fluminense. Em compensação, o prefeito da capital fluminense, Marcelo Crivella, foi para a Europa.

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