Netanyahu deverá ser acusado de corrupção

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Investigações da polícia de Israel indicaram a participação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em pelo menos dois casos de corrupção: o recebimento de presentes de empresários e o conluio com um jornal por uma cobertura mais favorável.

O pedido dos investigadores foi apresentado ao procurador-geral, a quem cabe tomar a decisão de avançar ou não com o processo judicial.

O ministro israelita da Justiça, Ayelet Shaked, já disse que um primeiro-ministro acusado oficialmente não é obrigado a demitir-se. "Eu continuarei a liderar Israel de forma responsável e fiel". "Todas essas tentativas resultaram em nada e desta vez também vão redundar em nada".

Face ao comunicado da polícia, a União Sionista, uma aliança de partidos de centro-esquerda que representa o maior bloco da oposição israelita, exigiu ao primeiro-ministro que se demita.

Atualmente, o político da direita nacionalista, de 68 anos, está a cumprir o seu segundo mandato consecutivo à frente do Executivo hebraico, um cargo que ja ocupou durante 12 anos, entre 1996 e 1999 e novamente desde 2009, pelo partido Likud.

Em um dos processos, Netanyahu é acusado de receber presentes - como charutos caros, dos quais é um grande apreciador - de personalidades endinheiradas, como James Packer, um bilionário australiano, ou Arnon Milchan, produtor de cinema israelense que trabalha em Hollywood.

No segundo estão em causa alegados negócios entre Netanyahu e o dono do jornal Yedioth Ahronoth.

Netanyahu negou novamente as acusações da polícia, dizendo que os promotores deveriam considerá-las "exageradas".

Por outro lado, a assessoria do primeiro-ministro afirmou que as afirmações do inspetor-geral eram "extravagantes".

A polícia só pode emitir recomendações neste caso.

O primeiro-ministro israelense também atacou duramente seu ex-ministro das Finanças Yair Lapid, apresentado como testemunha-chave em um dos casos, pois "prometeu me derrubar a qualquer preço", segundo Netanyahu.

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