Pedro Dias é hoje ouvido em tribunal

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"Com medo e desnorteado", tal como releva a TVI 24, o suspeito dos crimes de Aguiar da Beira defendeu na barra do tribunal que só disparou sobre o elemento da força de segurança porque levou "murros e pontapés".

Pedro Dias, que está a ser ouvido esta manhã de quinta-feira no tribunal da Guarda, assumiu que, efetivamente, é o autor do homicídio do militar da GNR, no entanto alegou o crime terá ocorrido em resposta "a agressões".

O arguido garantiu ainda que foi António Ferreira a matar o casal Luís e Liliane Pinto na estrada. O homem é acusado de três crimes de homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio, três crimes de sequestro, cinco de roubo e três crimes de detenção de arma proibida.

Logo no primeiro dia de julgamento, a 3 de Novembro de 2017, a advogada Mónica Quintela disse que Pedro Dias iria falar. No entanto, segundo o juiz presidente, não se encontrava ainda concluído o relatório social do arguido e faltavam perícias pedidas para verificar as incapacidades com que ficou o militar da GNR que sobreviveu, António Ferreira.

"É certo que lastima profundamente tudo o que aconteceu".

"O julgamento vai continuar nos próximos dias 15 e 16 de Fevereiro, com as declarações do arguido e as alegações finais do Ministério Público, assistentes e defesa", disse Mónica Quintela aos jornalistas, no final da sessão de 5 de Janeiro, frisando que, "desde o início, ele (Pedro Dias) quer falar", mas que optou por só o fazer após a produção de prova.

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