Dono de carro suspeito de participação em crime é encontrado — Marielle

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Gonçalves tem passagens pela polícia por tráfico de drogas e foi preso pela última vez em 22 de fevereiro, em Ubá, por porte de arma.

Ainda segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, uma perícia será realizada para comprovar que o carro localizado na cidade da Zona da Mata seja realmente o utilizado no crime. O proprietário, que não teve a idade divulgada, foi levado para a delegacia para prestar esclarecimentos, mas liberado no início da noite. O delegado Gutemberg Souza Filho descartou, no entanto, que o homem tenha participação no crime. A Polícia Civil de Minas também informou que ainda é prematuro afirmar sobre a utilização do veículo no crime ou qualquer outra hipótese, frisando que todo o trabalho será conduzido pela DH do Rio.

Ao G1, ele explicou que o prazo para que o resultado saia depende do setor de criminalística da polícia do Rio.

Marielle e o motorista foram mortos a tiros dentro do carro em que estavam por volta das 21h30 da quarta-feira na Rua Joaquim Palhares, no Estácio. Às 21h07, o vídeo de uma câmera na Av. Elas mostram que o carro onde estava a vereadora foi seguido por outros dois automóveis.

A vereadora fazia parte da Comissão da Câmara que fiscalizava a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. A polícia investiga também se os assassinos de Marielle começaram a monitorar a vereadora pelas redes sociais, já que ela fez uma convocação na internet um dia antes do evento da Rua dos Inválidos, de onde saiu antes de ser assassinada. As munições calibre 9 mm são do mesmo lote de parte das balas utilizadas na maior chacina do estado de São Paulo. Três policiais militares e um guarda-civil foram condenados pelas mortes.

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