Caso de jornalistas sequestrados faz presidente deixar Cúpula

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Por meio de um comunicado feito na tarde desta sexta-feira (13), o presidente do Equador, Lenín Moreno, confirmou a morte de dois jornalistas e um motorista sequestrados há 18 dias na fronteira do país com a Colômbia.

Essa visita se devia ao fato de Moreno ter advertido que, se até hoje às 10h50 (horário local, 12h50 de Brasília), os sequestrados não dessem uma prova de vida da equipe do jornal, ordenaria uma intervenção "sem contemplações". "Já basta de contemplações, eu disse, ações contundentes, não podemos deixar que eles imponham suas regras", disse o presidente equatoriano.

"Lamento informar que se cumpriram as 12 horas de prazo estabelecido".

Os governos de Equador e Colômbia estão analisando fotos nas quais estariam os corpos dos três profissionais do jornal equatoriano "El Comércio".

As Forças Armadas do Equador enfrentam na fronteira diversas incursões violentas perpetradas por um grupo dirigido por um ex-guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), agora dissolvidas e convertidas num partido político, a Força Alternativa Revolucionária Comum/FARC.

Embora a análise dos peritos tenha determinado a muito provável autenticidade das imagens, Moreno e o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, concordaram em aguardar um pronunciamento dos sequestradores para iniciar uma ação "contundente".

O jornalista Javier Ortega, de 36 anos; o fotógrafo Paúl Rivas, de 45, e o motorista Efraín Segarra, de 60, foram sequestrados na região de Mataje, na província de Esmeraldas, onde apuravam informações sobre os ataques ocorridos nessa região desde janeiro.

Segundo a porta-voz dos parentes das vítimas do sequestro, os três estavam na região realizando um documentário "sobre as condições de vida dos habitantes da zona, que nos últimos meses vêm registrando atentados com explosivos". Aos jornalistas do país, a associação pede um protesto de "silêncio jornalístico": "Em homenagem à sua memória e em repúdio deste crime, pedimos aos colegas de todos os meios de comunicação que façam um acto de silêncio jornalístico, para sensibilizar os equatorianos da ameaça que paira sobre a liberdade de expressão, segurança e paz do nosso país".

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