Confronto entre Israel e Palestina deixa um morto

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Os protestos provocaram confrontos que terminaram com 31 palestinos mortos desde 30 de março, segundo o ministério da Saúde de Gaza.

Um protesto reuniu milhares de palestinos na fronteira entre Gaza e Israel nesta sexta-feira (13).

Os organizadores dos protestos pediram aos palestinos que bandeiras de Israel fossem queimadas e agitadas as da Palestina. O protesto deve reunir ainda mais pessoas à tarde, após a oração semanal.

Uma porta-voz do exército de Israel disse não ter conhecimento até o momento de protestos contra tropas israelenses ou incidentes nessa região.

Gaza entrou em uma nova fase de resistência pacífica e popular durante essas marchas, proclamou o chefe do Hamas, movimento que controla a Faixa de Gaza.

Israel, que considera o Hamas um movimento terrorista, afirma que seus soldados dispararam somente por necessidade contra manifestantes que tentaram voltar para seu território e para impedir ataques.

O Exército israelense afirmou que respondeu a objetivos incendiários, lançamento de pedras, e "à colocação e detonação de uma bomba perto do cruzamento de Karni, no norte de Gaza, e o envio de um bomba incendiária".

As manifestações da "marcha do retorno", que devem prosseguir até 15 de maio - dia da "Nakba" ("catástrofe" em árabe), como os palestinos se referem à proclamação do Estado de Israel em 1948 -, exigem o retorno dos refugiados palestinos que foram expulsos ou fugiram de suas terras após a criação do Estado hebreu.

Nesta sexta-feira, grupos de jovens acenaram com bandeiras palestinas e incendiaram centenas de pneus e bandeiras israelenses perto da divisa cercada depois das orações.

Uma fonte de segurança do Hamas disse que o combatente morto era um dos vários agentes situados em um posto de observação ao leste da cidade de Gaza.

- Eu não tenho medo de morrer, porque não há vida em Gaza de qualquer maneira - declarou.

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