Dólar abre em alta e é negociado na casa de R$ 3,37

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A Bolsa brasileira subiu nesta quarta-feira (11), passando ao largo das tensões internacionais provocadas pela ameaça do americano Donald Trump de lançar mísseis na Síria, em desafio à Rússia.

O Ibovespa, índice das ações mais negociadas, subiu 0,87%, para 85.245 pontos.

O dólar comercial subiu 0,59%, para R$ 3,407.

Às 9h33 desta segunda-feira, o dólar à vista subia 0,22%, aos R$ 3,3705, O dólar futuro para maio estava em alta de 0,07%, aos R$ 3,3765. O dia foi de valorização do petróleo no exterior, com a ameaça de conflito na Síria.

"A Rússia promete derrubar todo e qualquer míssil disparado contra a Síria". O Dow Jones opera em queda de 0,52% e o S&P 500 recua 0,40%.

Na Europa, a Bolsa de Londres caiu 0,13%.

Ainda do exterior, dados fracos de inflação nos Estados Unidos contribuíram para a queda do dólar.

Os preços ao consumidor nos Estados Unidos caíram em março pela primeira vez em dez meses, sobre previsão de que ficaria estável.

O suposto bombardeio a Homs ocorre horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter alertado que os países que apoiam o regime de Assad "têm um preço alto a pagar".

A cena externa também continuou assombrando os mercados, com temores de que uma guerra comercial possa começar e, assim, afetar o fluxo de capitais.

Além da declaração do presidente do Banco Central, contribui também para a queda, em especial desde o final da manhã, a recuperação do rublo, que fez com que todas as moedas de emergentes melhorassem seu desempenho em relação ao dólar.

"Embora apenas palavras, fizeram preço, mesmo que ele não tenha dito que vai usar as reservas", afirma Alessie.

Se mantiver esse volume diário e vendê-lo integralmente ao longo desse mês, o BC rolará o valor total. O CDS (credit default swap, espécie de termômetro de risco-país) teve queda de 0,03%, para 166,3 pontos.

Os juros futuros descolaram da dinâmica do câmbio nesta tarde de quinta-feira e encerraram a sessão regular em baixa.

Assim, o DI para janeiro de 2019 encerra sessão regular a 6,225% ante 6,259% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2020 fechou a 7,050% ante 7,092% no ajuste de ontem.

O Brasil vai na contramão, com o Ibovespa em alta. Os papéis reagiram à expectativa com a mudança na liderança do conselho de administração da companhia, em assembleia prevista para 26 de abril. A EcoRodovias subiu 4,40%, e a Qualicorp se valorizou 3,91%. Os papéis mais negociados da estatal avançaram 1,87%, para R$ 21,80. As ações ordinárias subiram 0,16%, para R$ 24,39.

No setor financeiro, os bancos subiram. As preferenciais do Itaú Unbianco e do Bradesco sobem, respectivamente, 1,46% e 2,02%. O Banco do Brasil recuou 0,26%, e as units -conjunto de ações- do Santander Brasil avançaram 1,03%.

Seja sempre o primeiro a saber. Com informações da Folhapress.

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