Herbert Diess assume presidência da Volkswagen

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A empresa automobilística alemã Volkswagen anunciou nesta quinta-feira (12) o atual diretor da marca VW, Herbert Diess, como presidente-executivo do grupo.

A maior montadora do mundo confirmou a saída de Matthias Müller do cargo de presidente-executivo, após menos de três anos no cargo. "Ele não apenas conduziu a empresa de forma segura, como também realinhou a estratégia do grupo e iniciou uma mudança de cultura, tornando a Volkswagen mais forte do que antes, sempre em conjunto com sua equipe", afirmou Hans Dieter Pötsch, presidente do conselho de supervisão, referindo-se ao escândalo sobre a trapaça nos testes de emissão poluentes.

A Volkswagen também informou que se prepara para a listagem de sua divisão de caminhões e ônibus na bolsa alemã.

Müller foi chamado para resgatar a Volkswagen em 2015, no ápice do escândalo dos veículos a diesel. Seu contrato era válido até 2020.

"Müller chegou claramente como um gestor de crise e a maior parte desta tarefa já foi realizada", avaliou Jürgen Pieper, analista automotivo no banco Metzler, entrevistado pela agência France Presse (AFP).

O escândalo, que rendeu uma série de processos contra o grupo nos Estados Unidos e na Europa, custou, até agora, cerca de 25 bilhões de euros (104 bilhões de reais) à montadora.

"Uma evolução em outra direção é positiva", considera Jürgen Pieper, que descreve Diess como um "administrador muito bom de custos", que parece em sua opinião "a melhor solução para a sucessão, pelo menos para os próximos cinco anos".

Espera-se que Diess, que conta com o apoio dos principais acionistas, as famílias herdeiras Porsche-Piëch, lidere a marca e o grupo Volkswagen, como o "superchefe" Winterkorn.

Diess foi chamado em 2015 por essas duas famílias para assumir a marca Volkswagen e pode se orgulhar de ter duplicado, em dois anos, a rentabilidade da marca, simultaneamente beneficiando as contas do grupo.

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