Vírus H2N3 não existe no Brasil, esclarece Ministério da Saúde

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A mensagem diz que se trata de uma variação do influenza A H1N1, que causa rapidamente a morte de quem é infectado. A mensagem informa ainda que a vacina da gripe não oferece proteção contra essa doença e que em Goiás, além de mortes registradas, mais de 70 casos estariam sendo apurados.

Conforme esclarecimentos da OMS e do Ministério da Saúde, a notícia compartilhada pelo aplicativo de mensagens WhatsApp é falsa.

Atualmente, as cepas que circulam no Brasil são o influenza A/H1N1pdm09, A/H3N2 e influenza B.

Conforme informações divulgadas pelos órgão reguladores da saúde, foram registrados 286 casos de influenza no país, sendo que 62 deles em Goiás. Ao todo, 41 pessoas foram a óbito, sendo que 9 também eram moradores do mesmo estado, o que, segundo o Ministério da Saúde, explicaria as informações equivocadas que se disseminaram via WhatsApp. Em 2017, o vírus influenza A/H3N2 foi predominante no Brasil durante a sazonalidade e foram registrados 2.691 casos e 498 óbitos por influenza; até a SE 14 de 2017 haviam registrados 344 casos de influenza no país, com 59 óbitos. As ações de prevenção e controle da influenza são desenvolvidas em conjunto nas três esferas de governo. O país possui uma rede de unidades sentinelas para vigilância da influenza, distribuídas em serviços de saúde em todas as unidades federadas.

Além disso, o ministério ressalta a importância da vacinação, que é uma das estratégias mais importantes para redução de casos graves e óbitos por influenza. "Outro ponto é o uso oportuno do medicamento, logo após o início dos sintomas".

Alberto Chebabo, infectologista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ, o vírus que foi registrado no Brasil é o H3N2 e não H2N3, nomenclatura inventada, segundo ele, apenas para gerar pânico na sociedade. Certamente esse boato tem alguma relação com o surto de gripe que ocorreu nos Estados Unidos recentemente. Por lá, a vacina, que é modificada anualmente, não previu a mutação do vírus, e várias pessoas acabaram infectadas. Aqui no Brasil, porém, a vacina disponível já contempla a proteção para essa mutação. O quadro de H3N2 pode ser mais complexo se afetar crianças e idosos, ou pessoas que sofram com algum tipo de doença crônica. A vacinação é uma das principais defesas contra o vírus.

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