"A Guerra Fria está de volta", diz António Guterres

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António Guterres esteve presente esta sexta-feria na reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, pedida pela Rússia. Ele também alertou sobre o risco de que as tensões aumentem até um ponto incontrolável. "A Guerra Fria está de volta, mas com uma diferença".

Guterres insistiu com as potências internacionais sobre a necessidade de pactuarem a implementação de um mecanismo que atribua responsabilidades pelo uso de armas químicas na Síria, algo que existiu até novembro, quando a Rússia bloqueou sua continuidade.

"Se houver impunidade, estaremos encorajando o contínuo uso de armas proibidas", disse o líder das Nações Unidas.

O Reino Unido afirma que um ataque químico não pode ficar sem resposta, mas a França e os Estados Unidos querem confirmar se, de fato, armas químicas foram utilizadas.

O regime do ditador sírio Bashar al-Assad nega que tenha usado as armas. Seu principal aliado, a Rússia, afirmou que peritos russos que se deslocaram ao local não encontraram "nenhum vestígio" de substâncias químicas.

A Rússia vetou esta semana uma proposta dos Estados Unidos para estabelecer uma comissão de investigação sobre o recente suposto ataque com armas químicas que matou mais de 40 pessoas na cidade de Duma, nos arredores de Damasco.

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