Ataque 'não ficará sem resposta', diz Rússia

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"A prioridade imediata é evitar o perigo de uma guerra", disse Nebenzia, ao mesmo tempo que acusou Washington de estar a colocar a paz internacional em risco.

Sobre se existe a possibilidade de vir a ocorrer um confronto entre os EUA e a Rússia - caso Washington intervenha na Síria - o embaixador disse que as possibilidades não podem ser exlcuídas.

Falando após uma reunião a portas fechadas do Conselho de Segurança (CS) da ONU -solicitada pela Bolívia devido a ameaças de ação militar na Síria pelo presidente americano Donald Trump-, Nebenzia afirmou que a situação é ainda mais perigosa porque há tropas russas no país.

O russo também defendeu nesta quinta que a mera ameaça de um ataque por parte dos EUA é uma "clara violação" da Carta da ONU. "Esperamos não chegar a um ponto sem retorno".

Em uma tentativa de evitar uma escalada nas tensões, a Suécia propôs na quinta-feira uma resolução do Conselho de Segurança, que pedirá ao secretário-geral da ONU, António Guterres, para enviar uma equipe de desarmamento de alto nível à Síria a fim de tratar "todas as questões pendentes sobre o uso de armas químicas".

"Nosso presidente ainda não tomou uma decisão sobre possíveis ações na Síria". A Síria e a Rússia negam que tenham usado armas químicas. "Mas, se os Estados Unidos e seus aliados decidirem agir na Síria, será em defesa de um princípio no qual todos nós concordamos", disse ao Conselho de Segurança da ONU. Ainda não há data para o encontro, mas Nebenzia acredita que ele será realizado em breve.

A chanceler Angela Merkel afirmou que a Alemanha não participará em eventuais ataques militares de países da NATO contra a Síria.

"Temos provas de que na semana passada, quase dez dias atrás, armas químicas foram usadas, pelo menos o cloro, e que elas foram usadas pelo regime de Bashar al-Assad", disse Macron.

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