Conselho de Segurança se reúne para discutir ameaça de Trump à Síria

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"Vocês não deveriam ser parceiros de um animal que mata seu próprio povo com gás e se diverte com isso", afirmou.

Trump passou a cogitar bombardear a Síria após rebeldes, como o grupo radical Jaysh al Islam, financiado pela Arábia Saudita, terem denunciado um suposto ataque químico em Duma, na região de Ghouta Oriental, às portas de Damasco.

Enquanto o presidente americano, Donald Trump, apontou em duas ocasiões nesta quinta-feira que as conversas estão indo muito bem, um porta-voz do Ministério de Comércio chinês disse que elas sequer iniciaram.

Entretanto, o presidente francês, Emmanuel Macron, assegura que tem "provas" de que o regime de Assad utilizou armas químicas no ataque a Douma, onde morreram mais de 40 pessoas.

Nesta quinta, o secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, disse em depoimento no Congresso que ainda analisava dados de inteligência sobre o uso de armas químicas e uma decisão sobre os disparos de mísseis ainda não havia sido alcançada. Questionada se a Casa Branca considera que o Kremlin se converteu em inimigo dos Estados Unidos, Sanders limitou-se a afirmar: "Isso é algo em que a Rússia tem um papel a desempenhar". Ontem, o ocupante da Casa Branca havia dado como certo o lançamento de mísseis contra a Síria, o que levou o ouro às cotações mais altas do ano durante a sessão, já que é visto por investidores como um ativo de segurança.

E Trump anunciou o cancelamento da sua deslocação à Cimeira das Américas, no Peru, e à Colômbia para "supervisionar a resposta norte-americana em relação à Síria" e acompanhar os acontecimentos internacionais.

A agência europeia de controlo aéreo Eurocontrol alertou as companhias aéreas para riscos acrescidos no Leste do Mediterrâneos nos próximos dias devido à ameaça de ataque dos EUA na Síria.

"Nunca disse quando é que um ataque à Síria iria acontecer".

"O meio escolhido por Trump e o tom casual para falar de assuntos de guerra e paz contrastam com os rituais seguidos por outros presidentes americanos em situações semelhantes", disse Andrew Rudalevidge, especialista em história presidencial dos EUA da Faculdade Bowdoin, em Maine. No entanto, o governo russo sinalizou que está aberto ao diálogo.

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