Deputado Jair Bolsonaro é denunciado ao STF por crime de racismo

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No caso de Jair Bolsonaro, as imputações foram feitas por causa de uma palestra ministrada por ele no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, em abril do ano passado.

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) poderá responder pelo crime de racismo na Justiça.

Além de destacar as ofensas contra quilombolas, Dodge também destacou uma série de declarações de Bolsonaro que, segundo a denúncia, reforçam discriminação contra minorias. Como a pena mínima estabelecida a Eduardo Bolsonaro é de um ano de detenção, ele pode ser beneficiado pela Lei de Transação Penal, desde que não tenha condenações anteriores, nem processos criminais em andamento. "Referiu-se a eles como se fossem animais, ao utilizar a palavra arroba", diz Dodge. Durante o evento, o deputado também incitou a discriminação com relação aos estrangeiros, estimulou comportamentos xenofóbicos e discriminação contra imigrantes - o que é vedado pela Constituição e pela lei penal. "Olha, o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas". Um dos filhos de Jair, o também deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), foi denunciado, em outro processo, por ameaçar uma jornalista. A procuradora-geral pede ainda o pagamento mínimo de R$ 400 mil por danos morais coletivos.

Uma das frases questionada é a que ele diz que visitou um quilombo e que os moradores de lá "não fazem nada" e "nem para procriador servem mais".

Militar da reserva, Jair Bolsonaro está no sétimo mandato parlamentar e é réu no Supremo Tribunal Federal por suposta prática de apologia ao crime de estupro e por injúria. O deputado foi acusado pelo Ministério Público Federal e em queixa-crime da deputada Maria do Rosário (PT-RS) por ter dito, durante discurso no plenário da Câmara, há pouco mais de dois anos, que a petista "não merecia ser estuprada". No caso dele, a acusação trata de supostas ameaças que o parlamentar teria proferido contra uma jornalista.

Eduardo Bolsonaro - Por meio do aplicativo Telegram, Eduardo Bolsonaro enviou várias mensagens à jornalista Patrícia de Oliveira Souza Lélis dizendo que iria acabar com a vida dela e que ela iria se arrepender de ter nascido.

"O denunciado era plenamente capaz à época dos fatos, tinha consciência da ilicitude e dele exigia-se conduta diversa". O parlamentar escreveu ainda diversas palavras de baixo calão com o intuito de macular a imagem da companheira de partido: "otária", "abusada", "vai para o inferno", "puta" e "vagabunda".

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