Incêndio em Leiria foi planeado um mês antes

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O incêndio que deflagrou no Pinhal de Leiria em outubro do ano passado terá sido planeado com um mês de antecedência, segundo avança a TVI.

A revelação é feita pela jornalista Ana Leal, da TVI, numa grande reportagem que vai ser transmitida esta noite na estação de Queluz.

Envolvidos no planeamento terão estado madeireiros, donos de, pelo menos, quatro das maiores empresas de madeiras da região e donos de fábricas que compram e vendem o material, que, alegadamente, reuniram secretamente para acordar os pormenores e também os preços da madeira. Para além da elaboração do plano, segundo a mesma investigação, também foi neste mesmo local que o preço de comercialização da madeira queimada foi acordado. "Aqui mesmo terão sido encontrados vasos de resina que terão servido como engenho incendiário, como mostram fotografias que já estão nas mãos da Polícia Judiciária".

Recorde-se que o incêndio na Mata Nacional de Leiria não causou vítimas e devastou 86% do pinhal.

O presidente da Câmara de Leiria, Raul Castro, chegou a expressar essa ideia, falando de vários focos de incêndio, mas também de falsos alarmes, "como se quisessem desviar as atenções e mobilizar meios para essas áreas", disse na altura o autarca.

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