ONU vai se reunir nesta segunda para discutir ataque a Douma

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Além disso, representantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), querem um encontro com representantes dos Estados Unidos, Reino Unido e França para discutir os ataques.

O Governo britânico tinha anunciado horas antes que pediu uma reunião do conselho executivo da OPAQ na próxima quarta-feira, 18 de abril, sobre o caso Skripal.

Uma tentativa russa de criar um novo inquérito sobre ataques com armas químicas na Síria fracassou no Conselho de Segurança da ONU nesta terça-feira, depois que o projeto de resolução recebeu apenas seis votos a favor. Nela, 6 membros foram favoráveis, 7 votaram contra e dois se abstiveram.

Numa primeira reação, feita através do embaixador russo nos EUA, Anatolu Antonov, Moscovo avisou que "estas ações não ficarão sem consequências (...) Toda a responsabilidade recai sobre Washington, Londres e Paris".

"Qualquer ação militar unilateral sem o aval do Conselho de Segurança é contrária aos propósitos e princípios da Carta da ONU e viola os princípios e normas básicas do direito internacional", afirmou em comunicado uma porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying.

A pedido da Rússia o Conselho de Segurança da ONU reúne-se neste sábado. Depois, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, negou ser intenção de Trump reagir aos ataques de forma bélica e intensiva na Síria.

O ataque teria acontecido no sábado à noite, com os centros de saúde atendendo os pacientes na madrugada do domingo.

A região onde houve o bombardeio é controlada por rebeldes que tentam derrubar o ditador da Síria. A cidade, que é a maior dessa região, é um dos últimos redutos dos combatentes que lutam contra Assad.

Esta decisão surge no dia em que os ministros britânicos acordaram "na necessidade de fazer algo" na Síria para "travar o uso de armas químicas".

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