Supremo espanhol volta a barrar investidura de Sànchez

Ajustar Comente Impressão

O Supremo Tribunal espanhol voltou esta quinta-feira a negar o pedido de saída da prisão do candidato à presidência do Governo regional catalão, Jordi Sànchez, para que pudesse deslocar-se à sessão de investidura no parlamento regional, prevista para esta sexta-feira.

Llarena também rejeitou um pedido para Sànchez ser investido através de videoconferência, mantendo a interpretação (subscrita pelo Tribunal Constitucional espanhol e pelos serviços jurídicos do parlamento catalão) de que a investidura tem de ser presencial. Esta crise levou o Governo central a aplicar o artigo 155 da Constituição à Catalunha, suspendendo de facto a sua autonomia.

Jordi Sànchez é o número dois da lista 'Juntos pela Catalunha' liderada pelo ex-presidente do executivo catalão Carles Puigdemont, que foi o primeiro nome a ser proposto para o lugar, depois das eleições regionais de 21 de dezembro último, mas que acabou por desistir. A maioria independentista resultante da ida às urnas desejava reconduzir Puigdemont, que se autoexilou na Bélgica, tendo sido depois detido na Alemanha, onde hoje vive em liberdade, aguardando a decisão da justiça germânica sobre a sua extradição, pedida pelos tribunais espanhóis. Aos seus direitos políticos individuais o juiz sobrepõe os direitos políticos coletivos dos eleitores a verem a sua representação democrática obedecer à lei. No início de Março, o Supremo negou, tal como agora, a possibilidade de Sànchez sair da prisão para tomar posse, apresentando os mesmos motivos.

No sábado (7), após consultas com as bancadas parlamentares, o presidente do parlamento catalão, Roger Torrent, propôs novamente nomear Sànchez como candidato à presidência.

Esta não é a primeira vez que o ex-líder da ANC tenta a investidura no parlamento. Turull não foi eleito porque, embora apoiado pela JxC e pela ERC, faltaram-lhe os votos dos deputados da Candidatura de Unidade Popular (extrema-esquerda separatista).

Comentários