Escalada do conflito militar na Síria preocupa, diz Temer em discurso

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O presidente da República, Michel Temer, criticou neste sábado (14.abr.2018) os ataques militares norte-americanos à Síria.

"Desde a Cúpula das Américas, em conjunto com os povos irmãos da América Latina, a demanda que o império americano parar a matança de inocentes na Síria, levante o bloqueio criminoso contra Cuba, parando o golpe na Venezuela e suspender o seu muro racista contra o México", disparou o presidente boliviano Evo Morales no Twitter. "Já é, pensamos nós, passada a hora de se encontrarem soluções duradouras, baseadas no direito internacional, para uma guerra que se estende há tempos demais, e um custo humano elevado também demais", disse o presidente durante discurso na cúpula. "Condenamos, naturalmente, o uso de armas químicas, que é inaceitável", afirmou o presidente Michel Temer. Em entrevista, Temer disse que o ataque na Síria "não é útil para o mundo" e defendeu atuação da ONU no caso, ao dizer que é preciso buscar uma "solução internacional" para o conflito na Síria em vez de "uma solução segmentada". "Mesmo a utilização de armas nucleares, de energia nuclear, no nosso caso não é proibida apenas pela ação do governo, mas é um caso de estado, já que está escrito na Constituição que armas nucleares e experiências nucleares apenas para fins pacíficos", defendeu. "Nossos pensamentos se voltam para todas as vítimas e permanecemos atentos para a segurança dos brasileiros que vivem na região".

O Ministério das Relações Exteriores também se manifestou. O documento defende a investigação, de forma abrangente e imparcial, das denúncias de uso de armas químicas no país e que a apuração resulte na punição dos responsáveis.

Ainda afirmou que "reitera o entendimento de que o fim do conflito somente poderá ser alcançado pela via política, por meio das tratativas sob a égide das Nações Unidas e com base nas resoluções do Conselho de Segurança".

O Itamaraty ressaltou também que está em contato permanente com a comunidade brasileira que vive na Síria.

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