Mísseis inteligentes de Trump poderiam destruir evidências de ataque, diz Rússia

Ajustar Comente Impressão

O Revista Brasil desta quarta-feira (11) entrevistou o professor de Relações Internacionais da Universidade Mackenzie, Arnaldo Francisco Cardoso, sobre a possibilidade de ataque das forças americanas à Síria e a ameaça da Rússia de intervir no conflito.

Numa mensagem publicada na rede social Facebook, a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, questionou se a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) foi avisada que os mísseis vão destruir "todas as evidências" do ataque químico. "A Rússia promete derrubar todos os mísseis disparados contra a Síria. Prepara-te Rússia, porque eles vão começar a chegar, bons, novos e inteligentes!", escreveu Trump.

"A Rússia é favorável a uma investigação objetiva e imparcial antes de emitir qualquer julgamento", explicou o porta-voz.

Em declarações aos jornalistas, o chefe de Estado norte-americano referiu ainda na mesma ocasião que não existiam opções fora da mesa.

Os Estados Unidos, a França e o Reino Unido lançaram mais de 100 mísseis contra a Síria e um "número significativo" foi interceptado pela defesa aérea local, informou, neste sábado, o ministério russo da Defesa.

A OPAQ anunciou na terça-feira que vai enviar "em breve" uma equipa de peritos para a Síria para investigar o alegado ataque químico contra Douma. Ela lembrou que o Reino Unido condena o uso de armas químicas em qualquer circunstância e pediu uma investigação sobre o episódio do sábado. O governo dela expulsou dezenas de diplomatas russos, após concluir que o regime do país teve responsabilidade por um ataque contra um ex-espião, Sergei Skripal, e sua filha, Yulia, na Inglaterra.

Comentários