Prefeitura de Curitiba pede que Justiça transfira Lula da sede da PF

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O despacho, assinado pelo juiz substituto Jailton Juan Carlos Tontini, da 3ª Vara de Fazenda Pública de Curitiba, cita que os manifestantes, pró e contra Lula, estão descumprindo uma ordem liminar do dia 8, que determinava que os réus não impedissem o trânsito de pessoas na área e que não fossem montados acampamentos e estruturas semelhantes nas proximidades da PF. Como um interdito concedido pela Justiça Estadual impede a passagem de veículos e pessoas não autorizadas, o acampamento "Lula Livre" foi montado a algumas quadras.

A decisão é da sexta-feira (13) e deve ser cumprida imediatamente.

A coordenação do movimento, contudo, diz que todos os dias novas caravanas de apoiadores são recepcionadas e que a intenção é permanecer até a liberação de Lula.

Desde a condução do ex-presidente Lula à sede da PF em Curitiba, no dia 7, cerca de 500 pessoas acampam na vizinhança do prédio da instituição, conforme contagem da Polícia Militar (PM). Ainda assim, a militância se manteve em frente à PF. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná afirma que mantém contato permanente com os manifestantes e que o Departamento de Inteligência do Estado do Paraná monitora as manifestações.

O ex-presidente está preso em uma sala especial de 15 metros quadrados, por determinação do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na 1ª instância. Já a coleta dos resíduos gerados pelos manifestantes está sendo feita sem problemas, com o depósito em local combinado com os líderes da ocupação. Muitos participam das atividades do acampamento, prestigiam nossas cozinhas e espaços culturais. "Realizamos uma carta aos moradores, onde reafirmamos nosso pedido de desculpas pelo transtorno, mas não somos responsáveis pelas violações, pela violência de sábado, esta sim precipitada pela Polícia Federal, nem pela arbitrariedades que estão sendo cometidas contra o presidente Lula".

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