Aécio diz que foi ingênuo

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Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, Aécio afirma que foi vítima de uma "conversa criminosamente gravada" e induzida por Joesley. "Lamento, especialmente, o que esse episódio acarretou para outras pessoas". Além de Aécio, sua irmã Andrea Neves, seu primo Frederico Pacheco de Medeiros e o advogado Mendherson Souza Lima foram denunciados pela prática do crime de corrupção passiva.

O senador voltou a alegar que precisava de dinheiro para pagar serviços advocatícios, no começo do ano passado, colocando à venda um apartamento da família, que foi oferecido a Joesley, que gravou o encontro em um hotel, onde o tucano chegou a dizer que o dinheiro deveria ser entregue a alguém que poderia ser morto antes de fazer a delação.

O senador mineiro diz que a PF recuperou um telefonema, não citado pelo delator, no qual fica claro o objetivo do contato feito: a venda do imóvel. "Ninguém foi lesado", acrescenta. "Acusam-me por votos que dei no Senado e por opiniões que externei em conversa particular, sem que tivessem nenhum desdobramento fático".

O pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para transformar o tucano em réu deve ser examinado na sessão desta terça-feira (17).

A seguir, o senador afirma que nunca deu em contrapartida vantagem nenhuma à JBS.

Leia o artigo de Aécio Neves aqui.

O tucano ainda é alvo de outros cinco inquéritos no Supremo.

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