Defesa antiaérea soviética usada pela Síria derrubou 70 mísseis, diz Assad

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Bashar al-Assad, presidente da Síria, reuniu-se este domingo com um grupo de deputados russos, um encontro que acontece pouco mais de 24 horas após o ataque conduzido pelos Estados Unidos, Reino Unido e França a alguns de seus centros militares e depósitos de armas.

A Rússia, que apoia Assad a combater militantes e rebeldes que se opõem ao seu governo, condenou imediatamente a acção e convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. A informação é da agência EFE.

"A agressão tripartida contra a Síria é uma violação clara das convenções internacionais que surge num momento em que os sírios estão a tentar restaurar a estabilidade e continuar o processo de reconstrução do que foi destruído pelo terrorismo", afirmaram, por seu turno, os parlamentares russos, citados pela agência de noticias oficial síria, Sana.

Segundo o deputado Dmitri Sablin, membro de uma delegação parlamentar russa que se reuniu hoje com o líder sírio em Damasco, Assad disse que o bombardeio foi repelido com foguetes fabricados nos anos 70. "Os filmes americanos nos dizem que o armamento russo é antiquado, mas agora vimos quem realmente está atrasado", afirmou o presidente sírio, segundo Sablin.

Os Estados Unidos, o Reino Unido e a França lançaram um ataque com mísseis no sábado (noite de sexta-feira em Brasília) que destruiu boa parte da capacidade síria de produzir armas químicas, de acordo com o Departamento de Defesa americano.

A Rússia tem sido o maior aliado de Al-Assad numa guerra contra a insurgência rebelde que tomou contra do país depois do início da Primavera Árabe em 2011.

Segundo Sablin, Assad prometeu dar preferências às empresas russas na reconstrução da Síria e vetar a participação de companhias ocidentais em licitações.

Segundo a Rússia, entre os alvos do ataque estavam um centro de pesquisa científica em Damasco, um quartel da Guarda Republicana, uma base de defesa antiaérea, vários aeroportos militares e armazéns com armas.

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