Grupo faz ato por morte de vereadora Marielle Franco

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Mulher negra que denunciava o racismo na sociedade brasileira e mãe solteira, Marielle Franco surpreendeu muitos ao ser eleita vereadora em 2016. Quinta vereadora mais votada na cidade do Rio de Janeiro, Marielle se destacava na defesa das mulheres negras e na luta contra a violência policial. O parlamentar afirma que, apesar de algumas discordâncias ideológicas com a vereadora assassinada, o projeto é para que o nome de Marielle fique marcado.

Um mês depois do assassinato da Marielle Franco, a gente não teve ainda uma resposta de Estado sobre quem matou Marielle, quem mandou matar Marielle.

Mais cedo, a diretora-executiva da organização, Jurema Werneck, disse em nota que o risco e as ameaças em torno dos defensores e defensoras de direitos humanos aumentam. "É inadmissível que esse caso acabe como tantos outros na impunidade". Ela estava dentro de um carro acompanhada do motorista Anderson Gomes e de uma assessora, quando foi abordada por outro veículo, de onde vieram os disparos.

Para além da exigência de justiça para Marielle e Anderson, os actos marcados para este sábado contemplam também a reivindicação da liberdade de Lula da Silva, que se encontra preso há uma semana, e visam denunciar o avanço dos sectores da direita no país sul-americano, que fazem dos negros e dos pobres alvos a abater.

Ela explicou ainda que o ato é para que a memória de Marielle e suas lutas pelos direitos humanos não seja esquecida. "É um crime contra a democracia, nós não vamos sossegar enquanto o assassino e o mandante não forem descobertos", disse.

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