Trump defende uso da expressão "missão cumprida" — Síria

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Na reunião, o Conselho de Segurança da ONU rejeitou uma resolução apresentada pela Rússia que condenava os ataques norte-americanos, franceses e britânicos na Síria, ao não garantir os nove votos necessários para a aprovação. Segundo Damasco, o ataque quer atrapalhar uma missão da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) que deveria começar sua investigação neste sábado em Duma. Estas não são as ações de um homem, são os crimes de um monstro.

Os alvos: Um laboratório, um depósito e um outro armazém usado para guardar armas químicas.

O secretário americano da Defesa, Jim Mattis, detalhou que as forças americanas haviam empregado o dobro de munições em relação ao bombardeio de abril de 2017 contra a base militar de Al-Shayrat, perto de Homs. A Rússia, porém, tem declarado que não está claro se o ataque teria sido comandado pelo regime de Assad. É o momento de as nações civilizadas se unirem com urgência para acabar com a guerra civil, apoiando o processo de paz liderado pelas Nações Unidas. Toda a responsabilidade recai sobre Washington, Londres e Paris.

"A operação na Síria foi tão perfeitamente executada, com tal precisão, que o único que a Imprensa de Notícias Falsas pôde menosprezar foi o uso por mim da expressão "Missão Cumprida", afirmou Trump em sua mensagem.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Boris Johnson, defendeu este domingo a decisão do Reino Unido de atacar a Síria, juntamente com os Estados Unidos e com a França.

"Fizemos isso porque acreditamos que era a coisa certa a se fazer".

Em termos de táticas militares, os ataques de sábado foram marcadamente diferentes dos ocorridos no ano passado, quando mísseis de cruzeiro foram disparados do leste do Mediterrâneo.

A ofensiva consistiu em três ataques, com uma centena de mísseis, contra instalações utilizadas para produzir e armazenar armas químicas, informou o Pentágono. Na sua comunicação, Trump responsabilizou a Rússia e o Irão por "apoiarem, equiparem e financiarem o regime criminoso" da Síria.

Por isso, acrescentou, a Rússia descumpriu suas promessas de impedir que o governo de Assad use armas químicas.

O Comando Geral das Forças Armadas da Síria anunciou neste sábado (14) que a província de Ghouta Oriental está livre de "terroristas", após estes abandonarem a cidade de Duma, a última controlada por opositores do governo de Bashar al Assad na região, em razão de um acordo com a Rússia.

White também salientou que os ataques aéreos "atingiram com sucesso todos os alvos" e lembrou que a operação foi lançada para "incapacitar a habilidade da Síria de usar armas químicas no futuro", afetando "o coração" do programa sírio. "Trata-se de um ataque limitado e direcionado que não escala a tensão na região e faz tudo o que é possível para prevenir baixas civis".

Não podemos tolerar a banalização do uso de armas químicas, explicou o presidente em um comunicado. "A linha vermelha fixada pela França em maio de 2017 foi ultrapassada".

Stoltenberg acusou a Rússia de ter deixado os países ocidentais sem alternativa, com a persistente obstrução das iniciativas tomadas no Conselho de Segurança da ONU. Ela também destacou que o compromisso dos EUA é derrotar o Estado Islâmico.

Não direi quando tivemos a prova. Foi a primeira conversa entre um líder do ocidente com o presidente russo desde o ocorrido.

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