Ciro diz que 'boçalidade' de Bolsonaro deve derrubá-lo nas pesquisas

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Dois de cada três de seus eleitores se dizem dispostos a votar num nome apoiado por ele.

Questionado se os partidos de esquerda estariam desarticuladas no Brasil, Ciro disse que não é uma tradição trabalhar juntos.

Segundo pesquisa Datafolha divulgada no último fim de semana, Luiz Inácio Lula da Silva continua liderando a corrida ao Palácio do Planalto mesmo preso.

"O projeto do PT definitivamente não é o meu".

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, acreditava que o ex-governador Geraldo Alckmin seria o maior adversário de Ciro Gomes em um cenário sem Lula, mas, para surpresa, é Jair Bolsonaro o motivo de preocupações. Segundo Ciro, o objetivo não é falar de política, mas para estar com um político com quem ele mantém relações há 30 anos. "Não cometerei a indelicadeza de tratar uma palavra sequer de política com ele", afirmou.

No entanto, Ciro faz questão de endurecer o discurso em público e diz que "não era obrigado" a estar no evento de Lula, já que estava em um compromisso pré-agendando no exterior.

Para começo de conversa, este é o principal recado do DataFolha pós-cadeia: há um bom espaço para candidatos do campo da esquerda e da centro esquerda crescerem - Ciro Gomes, Joaquim Barbosa e até os petistas ainda minúsculos, quando se tornarem conhecidos. "Saiu-se bem", admitiu o pré-candidato do PTB.

Para Ciro, os índices de Barbosa se devem à exposição do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do Mensalão e ao fato dele ter um perfil de alguém de fora da política.

"Daqui em diante, se ele permanece, vai ser exposto à fricção". "Todos nós teremos de nos expor à fricção", observou o pedetista.

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